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Tudo sobre Inteligência Artificial
A Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) vai implementar um sistema de proteção nas redes sociais para detectar e agir diante de casos de abuso, discursos de ódio e racismo contra jogadores, jogadoras, árbitros, clubes e outros atores do futebol.
A plataforma de IA Threat Matrix permite identificar ameaças em tempo real, desestimular comportamentos abusivos e tomar ações concretas contra os responsáveis, segundo comunicado divulgado à imprensa. Estão previstas sanções como suspensão de contas, restrições de acesso a estádios e denúncias às autoridades competentes.
A tecnologia é de propriedade do Signify Group, uma empresa internacional líder em proteção digital e análise forense de ameaças online no âmbito esportivo que trabalhou anteriormente com organizações como FIFA, World Rugby, Women’s Tennis Association (WTA) e a Federação Internacional de Esqui.

“Por meio do nosso serviço de Matriz de Ameaças, garantiremos que comportamentos online prejudiciais sejam identificados, denunciados e, quando necessário, tratados com consequências significativas”, prometeu Jonathan Hirshler, CEO do Signify Group.
Iniciando nas oitavas de final da Libertadores e da Sul-Americana, o sistema estará ativo em múltiplas plataformas digitais com foco em contas oficiais, jogadores, jogadoras, árbitros e clubes nos dias de jogo. Através de inteligência artificial e análise humana, será possível:
Em competições onde esse modelo já foi aplicado, houve uma redução significativa do abuso online, fortalecendo a segurança e salvaguardando atletas, além de ajudar a criar ambientes digitais mais seguros, de acordo com a nota.

“Na CONMEBOL, temos um compromisso firme e inegociável com o respeito. Racismo, discriminação e qualquer forma de violência não têm lugar em campo ou nas redes sociais. Trabalharemos para proteger nossos jogadores dentro e fora de campo”, disse o presidente da confederação, Alejandro Domínguez.
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Globalmente, os casos de racismo no futebol vêm crescendo ano a ano, de acordo com relatórios elaborados pelo Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Em 2014, ano da primeira publicação, foram 36 casos; em 2023, disparou para 250, conforme divulgado pela Agência Brasil.

Os dados são compilados a partir de denúncias em redes sociais e noticiadas pela imprensa, o que indica um cenário provável de subnotificação — o problema é maior do que mostram os números.
No Brasil, o estado com maior registro de incidentes é o Rio Grande do Sul, com 89 casos de racismo em estádios gaúchos entre 2014 e 2023 (24% do total), seguido por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
Fonte: Olhar Digital