Usanto este site, você concorda com a Política de Privacidade and Termos de Uso.
A SpaceX anunciou que o escudo térmico da nave Starship resistiu bem ao calor durante o 10º voo de testes realizado na terça-feira (26), com pouso no Oceano Índico.
Imagens aéreas divulgadas nesta quinta-feira (28) mostram a integridade da estrutura, apesar da coloração alaranjada incomum observada inicialmente. Elon Musk explicou em post no X que “as placas de proteção térmica permaneceram quase totalmente presas, então os últimos upgrades estão ótimos! A cor vermelha é de algumas placas metálicas de teste que oxidaram e a branca é do isolamento de áreas onde removemos peças deliberadamente.”
O desempenho do escudo era o principal objetivo do teste, considerado crucial para tornar a espaçonave reutilizável em um intervalo de 24 horas.
View of Starship landing burn and splashdown on Flight 10, made possible by SpaceX’s recovery team. Starship made it through reentry with intentionally missing tiles, completed maneuvers to intentionally stress its flaps, had visible damage to its aft skirt and flaps, and still… pic.twitter.com/QgcbPN8lY4
— SpaceX (@SpaceX) August 28, 2025
Com a conclusão bem-sucedida do décimo teste, a SpaceX agora se prepara para o voo 11. Segundo um “palpite fundamentado” do Ars Technica, o que podemos esperar para os próximos voos são:
No voo 11, que provavelmente será o último da versão 2 da Starship, o foco deverá ser testar novamente o escudo térmico e o desempenho dos motores Raptor em condições suborbitais, possivelmente com ângulos mais extremos de reentrada. Esse teste deve acontecer em outubro.
A versão 3 da Starship deve estrear no voo 12, com design melhorado e motores atualizados. Esse voo, previsto para 2026, também será suborbital, como forma de garantir controle total sobre o retorno da nave antes de qualquer missão orbital.
Os voos 13 e 14 devem incluir tentativas mais ambiciosas, como o lançamento de satélites Starlink da nova geração e a primeira tentativa de captura do estágio superior após o voo.
Já entre os voos 15 e 20, a empresa espera realizar o tão aguardado teste de reabastecimento em órbita – etapa vital para as futuras missões à Lua (pelo programa Artemis da NASA) e a Marte.
Leia mais:
Relembre, abaixo, os dez voos de teste do complexo veicular Starship.
A Starship explodiu ainda acoplada ao Super Heavy. Falhas nos motores ativaram um sistema de destruição da espaçonave.
A Starship se separou do Super Heavy e o propulsor explodiu. Na ocasião, a SpaceX identificou a necessidade de realizar 17 correções no megafoguete. A nave, que perdeu sinal após 8 minutos e 30 segundos, explodiu ao entrar em órbita.
Em um grande avanço, o terceiro teste durou 50 minutos. A Starship foi destruída, mas nunca tinha ido tão longe. Apesar do sucesso da decolagem, a equipe perdeu o contato com a nave pouco antes do horário previsto para o pouso.
Pela primeira vez, a Starship pousou no Oceano Índico e, o Super Heavy, no Golfo do México, como planejado.
Pela primeira vez, vimos um foguete dar ré! O quinto teste de voo da Starship tinha como meta dar mais um passo em direção à reutilização completa e rápida do veículo. Para isso, a SpaceX planejou o primeiro retorno ao local de lançamento e captura do propulsor Super Heavy, além de outra reentrada controlada da Starship — um mergulho no alvo definido, que fica no Oceano Índico. Sucesso!

Mais um voo de sucesso! Contudo, o propulsor foi redirecionado para um mergulho controlado no Golfo do México. Por outro lado, ao ser capaz de acionar um de seus seis motores no espaço, a nave deu um passo crucial para missões futuras.
O sétimo voo da Starship não foi do jeito que pensávamos e resultou em uma explosão – mas a SpaceX garante já ter desvendado o problema do lançamento.

O oitavo voo da Starship não saiu como planejado. Após cerca de oito minutos do lançamento, o estágio superior do foguete começou a girar descontroladamente e perder altitude, o que resultou em uma explosão.

Pouco mais de 80 dias após o oitavo lançamento, o Starship decolou novamente. Esta foi a primeira vez que um propulsor Super Heavy foi reutilizado (o mesmo modelo que voou no sétimo teste). Uma falha geral impediu que o booster realizasse alguns testes programados para a subida e a descida. Já o estágio superior atingiu a trajetória suborbital planejada para cumprir as metas pendentes dos voos anteriores, mas também enfrentou problemas e acabou girando descontroladamente no espaço, o que acionou a autodestruição.

O lançamento do décimo voo de teste da Starship aconteceu apenas após a conclusão das investigações sobre os problemas ocorridos durante o nono teste de voo e em um teste seguinte em solo. Entre as correções foram implementadas alterações de hardware e procedimentos operacionais para aumentar a confiabilidade do veículo.
Apesar de alguns adiamentos, o voo de teste foi realizado no dia 26 de agosto com sucesso. Este lançamento tinha múltiplos objetivos, mas vale a pena destacar três marcos em específico:
No entanto, aparentemente, um dos motores Raptor do estágio superior apresentou falha durante a parte final do voo, embora a SpaceX ainda não tenha divulgado detalhes sobre o ocorrido. As novas imagens revelam danos visíveis tanto na área dos motores quanto em um dos flaps da nave.
Fonte: Olhar Digital