Usanto este site, você concorda com a Política de Privacidade and Termos de Uso.
Neste domingo (21), o céu de algumas localidades na Terra foi tomado por um fenômeno espetacular: o último dos quatro eclipses de 2025.
Em março, um eclipse lunar total foi seguido duas semanas depois por um solar parcial. Agora em setembro, a história se repetiu: o Sol foi novamente “mordiscado” duas semanas após a “Lua de Sangue” do dia 7.
Com quase quatro horas e meia de duração, o evento contou com uma “plateia” bem limitada – apenas 0,2% da população mundial, o que corresponde a 16,6 milhões de pessoas, espalhadas por parte da Antártica, Nova Zelândia, Austrália e algumas ilhas do Pacífico Sul.
Embora esse eclipse não tenha contemplado o Brasil, ele pôde ser acompanhado remotamente em uma transmissão ao vivo pelo Olhar Digital, além de ter rendido imagens incríveis compartilhadas nas redes sociais (que você confere aqui).

E quando será que vamos ter um eclipse solar por aqui? Calma, isso não vai demorar tanto para acontecer. E a notícia pode ficar ainda melhor: o espetáculo vai formar um belo “Anel de Fogo” no céu em pleno Carnaval!
Eclipses acontecem quando a luz de um astro, própria ou recebida, é bloqueada, parcial ou totalmente, pela passagem de outro corpo celeste. No caso dos solares, a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, projetando uma sombra que pode encobrir o disco solar de maneiras diferentes:

Há ainda o híbrido, um padrão mais raro, que mistura características do total e do anular, (como o que aconteceu em abril de 2023).
Assim como 2025, o ano que vem também terá quatro eclipses, dois do Sol e dois da Lua, começando com um solar anular – que acontece no dia 17 de fevereiro, terça-feira de Carnaval.
Agora, vem o balde de água fria: ainda não será desta vez que veremos o dia virar noite seguindo o trio elétrico, pulando no bloquinho, dançando frevo, cantando marchinhas ou sacudindo no samba. Para isso, vamos precisar aguardar mais um ano. Mas, a espera vai valer a pena. Até lá, o negócio é curtir as prévias à distância – como quem acompanha os festejos pela telinha enquanto não chega a sua vez de sentir o coração pulsando no ritmo da bateria.
O eclipse solar de fevereiro de 2026 será visível no sul da África, sul da América do Sul, nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, e na Antártica. E apenas no céu do continente gelado é que será formado o “Anel de Fogo”, com a Lua se posicionando exatamente no meio do Sol, contornada por um círculo dourado perfeito. Nas demais localidades, o eclipse será parcial, com proporções variadas de cobertura do astro.

Duas semanas depois, em 3 de março, acontece um eclipse lunar. O fenômeno será visível no leste da Europa, Ásia, Austrália, América do Norte, América do Sul (incluindo o Brasil), oceanos Pacífico, Atlântico, Índico e Ártico e na Antártica. Em partes da Ásia, Oceania, Pacífico e América do Norte haverá a “Lua de Sangue”, um eclipse total. Nos outros trechos, será parcial.
Leia mais:
Em agosto, vem uma nova dobradinha de eclipse solar e lunar.
No dia 12, Europa, norte da Ásia, norte/oeste da África, grande parte da América do Norte, Pacífico, Atlântico e Ártico verão a Lua cobrindo o Sol – parcialmente, em alguns lugares, e totalmente, em outros.
A temporada de eclipses de 2026 termina com um lunar parcial, entre 27 e 28 de agosto, que será visível na Europa, oeste da Ásia, África, América do Norte, América do Sul (incluindo o Brasil), oceanos Pacífico, Atlântico e Índico e na Antártica.
Bem, como vemos, apesar de passarmos 2026 inteiro sem ter um eclipse solar no Brasil, em compensação, os dois lunares estão garantidos nos nossos céus.

Se no Carnaval de 2026, o eclipse solar terá sido visto pelos brasileiros apenas pelas telas (nas plataformas do Olhar Digital, é claro), o país inteiro vai poder testemunhar pelo menos parte do espetáculo na despedida da folia em 2027, em 6 de fevereiro.
Conforme o mapa de visibilidade fornecido pelo Time and Date, a faixa de anularidade – onde o “Anel de Fogo” será visível – atravessará o Brasil de forma estreita, passando por uma região restrita. Seguem abaixo os pontos favorecidos:

Além desses locais na região Sul, o Sol terá aproximadamente 90% de cobertura em algumas cidades do Rio de Janeiro, como a capital, Niterói e toda a Baixada Fluminense.
Fora dessa faixa, o restante do Brasil verá o eclipse como parcial, em diferentes proporções. O estado onde haverá menor cobertura do Sol pela Lua será Roraima, com 7,7%.
Horário do eclipse (pelo fuso de Brasília):
Esses horários podem variar ligeiramente dependendo da localização específica dentro da faixa de visibilidade.

Então, é isso. A contagem regressiva já começou: ainda falta mais de um ano para o Carnaval de 2027, quando o “Anel de Fogo” vai desfilar como o grande campeão da avenida. Embora o privilégio de ver o eclipse total de camarote seja para poucos, mesmo quem estiver na “pipoca” ou na arquibancada poderá acompanhar uma boa parte do espetáculo. Afinal, a grande festa do povo é para todos – e o eclipse, desta vez, também.
Fonte: Olhar Digital