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O termo machine learning aparece em toda parte: no aplicativo de streaming, no banco, no celular e nas manchetes sobre inteligência artificial. Mas poucas pessoas sabem explicar o que ele significa de verdade.
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Reunimos cinco perguntas frequentes sobre o assunto e respondemos cada uma de forma direta. Sem jargão, sem fórmula matemática.
Machine learning, ou aprendizado de máquina, é uma área da computação em que o programa aprende com exemplos em vez de seguir regras escritas por um humano.
Num programa tradicional, o desenvolvedor precisa descrever cada passo: “se acontecer X, faça Y”. No aprendizado de máquina, o caminho é outro. Você mostra milhares de exemplos ao sistema e ele identifica sozinho os padrões que se repetem.
Um exemplo clássico: para ensinar um computador a reconhecer gatos, ninguém descreve o que é um bigode. Mostram-se milhares de fotos de gatos até que o modelo aprenda a diferenciá-los de cachorros. O termo “machine learning” foi popularizado pelo pesquisador Arthur Samuel na década de 1950.
Não. Pense em círculos concêntricos. A inteligência artificial é o campo maior, que reúne todas as tentativas de fazer máquinas executarem tarefas que exigiriam inteligência humana.
O machine learning é um dos caminhos dentro desse campo, hoje o mais bem-sucedido. E dentro dele existe o deep learning, ou aprendizado profundo, que usa redes neurais artificiais com muitas camadas de processamento.
É o deep learning que está por trás dos chatbots atuais, dos geradores de imagem e do reconhecimento de voz. Ou seja: todo machine learning é inteligência artificial, mas nem toda inteligência artificial usa machine learning.
O processo tem três etapas básicas: dados, treinamento e ajuste.
Esse ciclo se repete milhões de vezes. No fim, o modelo não guarda uma “regra”, e sim uma configuração numérica que costuma funcionar bem para casos parecidos com os que ele viu.
Existem três grandes tipos de aprendizado: o supervisionado (com respostas corretas rotuladas), o não supervisionado (o modelo agrupa dados sem gabarito) e o por reforço (o sistema aprende por tentativa e erro, com recompensas).
Em muito mais lugares do que imagina. A lista inclui:
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Boa parte dessa tecnologia funciona em segundo plano. Você só percebe quando ela falha.
Porque eles dependem inteiramente dos dados que receberam. Se o conjunto de treinamento for incompleto, desatualizado ou enviesado, o modelo reproduz esses problemas em escala.
Há também um limite conceitual: o sistema não entende o mundo. Ele calcula probabilidades com base em padrões estatísticos. Por isso, um chatbot pode escrever uma frase perfeita e completamente falsa, fenômeno conhecido como alucinação.
Outro problema comum é o overfitting, quando o modelo decora os exemplos do treino e vai mal diante de situações novas. Pesquisas, como o estudo Gender Shades, do MIT Media Lab, também mostram que sistemas de reconhecimento facial apresentam taxas de erro maiores para pessoas de pele mais escura.
A conclusão prática é simples: machine learning é uma ferramenta poderosa de previsão, não um oráculo. A supervisão humana continua sendo parte essencial do processo.
Fonte: Olhar Digital