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O site dos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos publicou mais de 6.000 documentos relacionados ao assassinato do reverendo Dr. Martin Luther King Jr., em 1968. Você pode acessá-los aqui.
Segundo o The New York Times, a publicação foi feita sem aviso prévio, em meio às tentativas do governo Trump de desviar a atenção da pressão da extrema-direita pela liberação de arquivos relacionados à morte de Jeffrey Epstein, bilionário acusado de tráfico e exploração sexual. Ele se suicidou em 2019.

Autoridades do governo Trump disseram que os documentos sobre o assassinato de King incluem quase 250 mil páginas, com:
Apesar da divulgação, vários historiadores especializados na vida de Martin Luther King, inclusive David Garrow, um dos seus principais biógrafos, disseram que encontraram poucas revelações inéditas sobre a morte do líder dos direitos civis nos documentos. Muitas páginas estão quase ilegíveis devido ao tempo e ao processo de digitalização.
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O acervo não inclui gravações de escutas telefônicas feitas pelo FBI de Martin Luther King, nem outros materiais que permanecem sob sigilo judicial até 2027.
As escutas telefônicas e outras formas de vigilância do FBI faziam parte de um esforço para descobrir material comprometedor sobre King, que a agência esperava usar para sabotar o movimento dos direitos civis.

As fitas e transcrições dessa vigilância continuam sob sigilo, embora resumos e outros materiais relacionados já tenham sido divulgados. No mês passado, um juiz federal negou o pedido do Departamento de Justiça para liberar os registros dois anos antes do previsto.
Membros da família e especialistas questionaram a veracidade de algumas informações, principalmente no que diz respeito às alegações mais provocativas sobre sua vida amorosa. Martin Luther King teria um histórico relacionamentos extraconjugais.
Segundo a família, esses detalhes podem refletir mais os esforços oficiais para prejudicar a reputação do líder dos direitos civis do que a realidade. A família se pronunciou e pediu cautela ao ler os documentos, solicitando que se considerem as contribuições de seu pai para a sociedade americana.

Filhos de King, Martin III e Bernice, afirmaram em comunicado que seu pai foi “alvo implacável de uma campanha invasiva, predatória e profundamente perturbadora de desinformação e vigilância. Pedimos que aqueles que acessarem esses arquivos o façam com empatia, moderação e respeito pela dor contínua de nossa família”, disseram.
Autoridades do governo Trump entraram em contato com a família de King, mas não está claro se os parentes tiveram o direito de solicitar redações nos materiais divulgados. Em comunicado anunciando a publicação dos documentos, o governo citou uma sobrinha de King e apoiadora de Trump, que elogiou a transparência:
A desclassificação e divulgação desses documentos são um passo histórico rumo à verdade que o povo americano merece.
Alveda King
Fonte: Olhar Digital