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Se você comprou um celular recentemente, provavelmente notou uma função que permite limitar a carga em 80%. Tem uma explicação: baterias de íon de lítio sofrem mais estresse quando estão quase cheias ou vazias, e mantê-las na faixa de 20% a 80% pode retardar a degradação química.
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No entanto, essa proteção pode ser um compromisso alto demais para o uso diário. Ao ativar o limite rígido, você está, na prática, transformando seu telefone novo em um aparelho com cinco anos de uso logo no primeiro dia.
A lógica é simples: se uma bateria perde, em média, 4% de capacidade ao ano, levaria cinco anos para ela degradar naturalmente até os 80%. Ao impor esse limite por conta própria, você perde 20% da autonomia imediatamente.
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Se você também seguir a recomendação de não deixar o celular baixar de 20%, acaba operando com apenas 60% da capacidade real da bateria. Para um aparelho que custou caro, viver com pouco mais da metade da energia disponível pode gerar uma “ansiedade de bateria” desnecessária.
A boa notícia é que os smartphones modernos já são projetados para se protegerem sozinhos. Os carregadores rápidos funcionam de forma inteligente: injetam muita energia quando a bateria está vazia e reduzem drasticamente a velocidade conforme ela se aproxima dos 80% para evitar o superaquecimento.
Além disso, o que vemos na tela como “100%” é, muitas vezes, uma estimativa. Fabricantes costumam deixar uma pequena margem de segurança no topo e no fundo da capacidade real para evitar danos severos às células de energia.
Em vez de sacrificar um quinto da sua bateria permanentemente com um limite rígido, o site How to Geek sugere alternativas mais equilibradas:
Layse Ventura
Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC. Veterana com 14 anos na comunicação, liderou estratégias de audiência para grandes players do mercado nacional e regional.
Fonte: Olhar Digital