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A interdição da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, em Itapebi, tem provocado um verdadeiro colapso na mobilidade rodoviária do Extremo Sul da Bahia. Com o bloqueio total do trecho, passageiros estão enfrentando jornadas exaustivas, ônibus presos em estradas de terra sem estrutura mínima e um cenário de incerteza que afeta desde moradores locais até quem viaja a trabalho ou lazer.
Nas últimas horas, relatos de usuários presos por mais de 12 horas em trechos do desvio improvisado expuseram o drama vivido por quem depende das linhas regulares de ônibus. A estrada de terra utilizada como alternativa está coberta de lama, não tem sinal de celular, alimentação ou pontos de apoio adequados.
Um dos registros veio de um passageiro da Viação Águia Branca, que relatou a situação domingo, 18:
“Bom dia, pessoal, hoje é dia 18 de maio, são agora 10 horas, estamos aqui parados num lugar chamado São José, São João do Paraíso, estamos nesses ônibus da Águia Branca com destino a Teixeira de Freitas, aquele com destino a Porto Seguro, estamos parados aqui desde as 5 horas da manhã, aguardando que o setor de logística da Águia Branca decida se ela vai desviar o ônibus para pegar a estrada em direção a Itapetinga, Conquista, via (BR) 116, para retornar e deixar as pessoas em Teixeira, Itamaraju, Eunápolis e outras cidades atendidas por ela.”
Diante da situação do desvio, deteriorado pelas chuvas que atingiram a região nos últimos dias, as empresas de ônibus adotaram estratégias diferentes para contornar a crise:


O DNIT já confirmou que será construída uma nova ponte sobre o Rio Jequitinhonha, mas o processo terá duração mínima de um ano. Até lá, a única alternativa segue sendo o desvio de terra, sem qualquer estrutura adequada para o fluxo de veículos.
A situação exige que motoristas, passageiros e empresas replanejem completamente suas rotas. Enquanto isso, a população permanece refém de uma infraestrutura colapsada e de uma crise de mobilidade sem solução a curto prazo.
Fonte: Principal – Jornal OSollo