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No final de novembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote de vinagre de maçã da marca Castelo em todo o território nacional.
O motivo foi a presença de dióxido de enxofre em níveis diferentes dos informados no rótulo, o que representa risco para consumidores sensíveis, especialmente pessoas com histórico de alergias ou asma. Sobretudo, o episódio reforçou a importância da correta rotulagem e da fiscalização rigorosa de aditivos químicos em alimentos.
Esse caso trouxe à tona uma discussão mais ampla: afinal, parabenos e dióxido de enxofre fazem mal à saúde? Neste artigo, vamos explorar o que são esses conservantes, como atuam, quais os riscos associados ao consumo e o que dizem os estudos científicos sobre sua segurança.
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Antes de entender se dióxido de enxofre e parabenos fazem mal para a saúde, vamos explicar o que é são cada um deles. Os parabenos são compostos químicos usados como conservantes, principalmente na indústria de cosméticos, medicamentos e, às vezes, alguns alimentos. Dessa forma, sua principal função é evitar o crescimento de fungos e bactérias, prolongando a vida útil dos produtos.

Diferente dos parabenos que são ésteres do ácido p-hidroxibenzoico (como metilparabeno e propilparabeno), o dióxido de enxofre (SO₂), é um gás altamente reativo que, em solução, forma sulfitos. Além disso, é um composto de enxofre natural (de vulcões, por exemplo) e industrial.
Contudo, ambos são usados como conservantes em diferentes produtos na indústria. No caso do dióxido de enxofre, seu uso é mais comum na fabricação de vinhos, sucos e vinagres. Dessa forma, ele atua como antioxidante e antimicrobiano, prevenindo a deterioração dos alimentos. Contudo, assim como os parabenos, o dióxido de enxofre apresenta riscos e faz mal à saúde.

Não é à toa, que a legislação e os órgãos de defesa sanitária se preocupam tanto com a quantidade de conservantes nos produtos fabricados. Desde dióxido de enxofre à parabenos, estudos também reforçam os riscos à saúde.
Um estudo publicado no International Journal of Pharmaceutical Sciences (IJPS Journal) aponta que a exposição prolongada a parabenos pode estar associada a alterações hormonais, levantando preocupações sobre seus possíveis efeitos como disruptores endócrinos.
Além disso, existem diversos estudos publicados sobre os riscos potenciais dos parabenos, destacando a necessidade de mais investigações sobre seus efeitos cumulativos e de longo prazo.
Sobretudo, em relação ao dióxido de enxofre, o que se tem feito é o rastreamento de alimentos cuja quantidade está além das permitidas, e consequentemente a apreensão deles. Afinal, sua toxidade é comprovada em pesquisas. Por exemplo, foi realizado um monitoramento em cogumelos em conserva, publicado na (Revista Visa em Debate–Fiocruz).

O estudo avaliou 57 amostras de cogumelos em conserva entre 2016 e 2022 e encontrou resíduos de dióxido de enxofre acima do permitido em alguns casos. Dessa forma, o trabalho destacou a importância da rotulagem correta, já que o consumo inadvertido pode causar reações adversas em pessoas sensíveis.
Fonte: Olhar Digital