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Medir a pressão arterial em casa é uma prática cada vez mais comum e importante para a saúde cardiovascular. Mas, para que o acompanhamento caseiro realmente reflita a realidade, é crucial que o aparelho esteja devidamente calibrado. Equipamentos desajustados podem indicar valores incorretos e comprometer a avaliação médica.
A calibração deve ser feita em laboratórios especializados ou oficinas autorizadas pelo Inmetro. O intervalo depende do tipo de aparelho e do uso: em consultórios e farmácias, a verificação é mais frequente; no uso doméstico, pode ser anual ou conforme orientação do fabricante.
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O esfigmomanômetro aneroide, de ponteiro, é o que mais exige calibração. Com o tempo, o mecanismo interno perde precisão.
O processo consiste em comparar as medições com um aparelho de referência, geralmente o esfigmomanômetro de mercúrio, considerado padrão ouro. Se houver diferença, o técnico ajusta o sistema interno para corrigir o erro.
Segundo o Guia Esfigmomanômetro do Inmetro a calibração não pode ser feita em casa. Apenas laboratórios ou oficinas credenciadas pelo Inmetro e pelos Institutos de Pesos e Medidas (Ipem) estão autorizados a realizar esse serviço.

Importante observar que todo o esfigmomanômetro aprovado pelo Inmetro recebe um selo de verificação inicial, que comprova a aprovação antes da comercialização.

Nos aparelhos digitais, automáticos ou semiautomáticos, o usuário não consegue ajustar o sistema. A calibração só pode ser feita pelo fabricante ou em assistência técnica autorizada.
O que é possível em casa é a verificação da precisão, comparando a leitura com a de um aparelho validado em consultório ou farmácia. Diferenças acima de ± 3 mmHg podem indicar descalibração.
Nesses casos, a recomendação é procurar o fabricante ou a assistência técnica. Muitos modelos não permitem recalibração, e a substituição do aparelho pode ser necessária.

Mais do que saber usar o aparelho, é fundamental garantir que ele esteja aferindo de forma correta. A responsabilidade pela calibração não é do usuário, mas de serviços técnicos credenciados. Para quem monitora a pressão em casa, a melhor prática é comparar periodicamente os resultados com os obtidos em consultas médicas e buscar assistência autorizada diante de qualquer discrepância. Dessa forma, o acompanhamento diário cumpre seu papel sem comprometer a segurança do paciente.
Fonte: Olhar Digital