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Nos Estados Unidos, uma equipe da Purdue University, em parceria com o Indiana Department of Transportation (INDOT), concluiu com sucesso os primeiros testes de uma rodovia capaz de recarregar veículos elétricos pesados enquanto trafegam em velocidade de autoestrada.
Segundo os responsáveis, a prova de conceito indica que essa tecnologia pode ser escalada — ou seja, aplicável não só a caminhões, mas também a carros.
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O teste foi realizado por meio de um semirreboque elétrico cedido pela Cummins, empresa americana especializada em geradores e motores a diesel e combustíveis alternativos. De acordo com o engenheiro-chefe de tecnologia da companhia, o John Kresse, os resultados foram excelentes.
“A Cummins tem orgulho de participar desta iniciativa, adaptando com sucesso um protótipo de caminhão elétrico Classe 8 para integração com o sistema de transferência de energia sem fio dinâmica de alta potência da Purdue”, disse John Kresse em um comunicado à imprensa.
“Os testes em estrada foram excepcionalmente bem-sucedidos, graças à forte colaboração entre nossas equipes. Com sua alta potência e estrutura de custos promissora, essa tecnologia representa uma solução prática e potencialmente revolucionária para o futuro do transporte comercial rodoviário”, completou o engenheiro.
Vale destacar que o projeto foi lançado em 2018 e faz parte do ASPIRE, o Centro de Pesquisa em Engenharia da Fundação Nacional de Ciência (NSF) voltado para a questão de infraestrutura de transporte eletrificada.

Um dos desafios das rodovias nos EUA é estruturar como será financiado o uso crescente de veículos elétricos. Históricamente, o principal financiamento das rodovias federais vem do imposto sobre combustíveis (gasolina e diesel).
Com a adoção crescente de veículos elétricos — que não consomem combustíveis fósseis — o volume de arrecadação por esse mecanismo cai.
Para enfrentar esse problema, parlamentares vêm propondo novas formas de tributação para veículos elétricos, como: taxação direta na recarga, taxa de registro anual, cobrança por milha rodadas (VMT, do inglês “vehicle miles traveled”), ou até taxa sobre o fabricante no momento da venda.
Se implementadas, tais medidas garantiriam que veículos elétricos também contribuam financeiramente para a manutenção e construção da infraestrutura rodoviária — de modo similar aos veículos a combustão.
Fonte: Olhar Digital