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A área técnica do Tribunal de Contas da União recomendou o arquivamento do pedido que solicitava investigação sobre a presença de autoridades federais em festas realizadas em Trancoso, no litoral sul de Porto Seguro. Os eventos eram promovidos por Daniel Vorcaro, presidente e controlador do Banco Master, instituição que acabou liquidada pelo Banco Central, e ganharam repercussão após relatos sobre a participação de agentes públicos e de mulheres contratadas para os encontros. A solicitação havia sido apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU.
O parecer foi encaminhado à presidência da corte e conclui que não há elementos que justifiquem a continuidade do processo no tribunal. Segundo os auditores, não foram identificados indícios de uso de recursos públicos na realização ou no financiamento dos eventos.
Com isso, o TCU entende que não há competência para avançar na apuração, já que não foi constatado dano ao erário nem emprego de verbas da União.
EVENTOS QUE ENTRARAM NO RADAR DO TCU
A representação tratava de encontros ocorridos entre 2021 e 2022 em um imóvel atribuído ao empresário Daniel Vorcaro, ligados a festas que teriam reunido autoridades do então governo federal. Os eventos ficaram conhecidos como Cine Trancoso e ganharam repercussão após reportagens jornalísticas.
Parte das informações veio de um processo judicial envolvendo a locação da casa. Mensagens de WhatsApp anexadas aos autos mostram reclamações da proprietária sobre excesso de pessoas e barulho acima do permitido. Em uma das conversas, ela afirma que o imóvel teria sido usado para festas com grande circulação de convidados e menciona a presença de mulheres no local.
Apesar do conteúdo das mensagens e da repercussão política, os auditores do TCU concluíram que, sem prova de conflito de interesse ou vínculo com recursos públicos, a denúncia não sustenta uma investigação formal no âmbito da corte de contas.
A decisão final sobre o arquivamento ainda será analisada pela presidência do Tribunal de Contas da União.
O QUE DIZ O BANQUEIRO – Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que as denúncias são infundadas e baseadas em relatos distorcidos. Os advogados sustentam que os eventos tiveram caráter privado, sem qualquer relação com recursos públicos ou com atos da administração federal, e classificam as acusações como tentativas de exploração sensacionalista do caso.
Fonte: Política – Radar News